terça-feira, 18 de outubro de 2011

O amor imprevisto

Kate Middleton, nossa atual princesinha dos olhos, conheceu Fabian Bate em setembro, ao visitar o Hospital Royal Mardsen. Príncipe William que se cuide: foi amor à primeira vista. Fabian, 9 anos, luta contra uma leucemia e mantém um blog pessoal. Sem conseguir tirar o pequeno herói da cabeça, Kate lhe escreveu agora uma carta fofíssima, prometendo lembrá-lo em orações, cobrindo-o de pensamentos positivos, enaltecendo seu trabalho no blog e sua “força de caráter”. Os pais do menino, claro, babaram. Segundo o Sr. Bate, a família se comoveu em especial com o fato de Kate recordar-se de Fabian “com tantas outras tarefas em sua agenda”.

Porque de todos os amores é esse o que mais comove: o imprevisto. O amor J. Pinto Fernandes, que não tinha entrado em nossa história; que nos arromba o meio do caminho num susto feliz. O amor que tinha mais o que fazer e não fez, veja só, por nossa causa. O amor que apareceu quando já fechávamos o caixa, quando já arriávamos a porta da loja, quando já nos aposentávamos da função extenuante de aguardar alegrias. Quando já tirávamos licença-prêmio das famosas esperanças. O amor indecentemente nu de tudo, que nos desconcerta por não pedir, por não trocar, por não tomar nada a nós – nascidos e crescidos em regime de comércio. O amor-brinde, que nos apresenta a uma gostabilidade nova dentro do velho nós-mesmos.

Há amor imprevisto quando compramos presente sem festa, quando chamamos para dançar sem feriado, quando propomos chá na Colombo no meio de dia qualquer – e bancamos. Há amor imprevisto quando damos dois ingressos, quando cedemos o prazer sem impor presença. Quando pagamos a refeição não esmolada, quando patrocinamos o sonho não pedido, quando somos o ouvinte que não dá palestra, quando somos a carona que mora na contramão. Há amor imprevisto em trazer rosas para a mesa da equipe, em trazer salgadinhos para a reunião da equipe, em levar o enteado ao cinema, em fazer passeio especial com o filho em dia de desaniversário. Há amor imprevisto em carregar sacolas de transeuntes, em doar lugares, em doar sorrisos.

Há basicamente amor imprevisto em adotar. Crianças, jovens, ideias, cidades, vidas, estilos, amigos. Às vezes, em adotar-nos. Em acordar mais despidos das neuras, menos condescendentes nos traumas, mais cúmplices nos objetivos – não mais que de repente.

7 comentários:

paradigmas universal disse...

ENTÃO O AMOR SÃO OS PEQUENOS GESTOS ...

Ana Caroline disse...

mUITO LEGAL O TEXTO, PARABÉNS PELO BLOG! Me visite sigo todos que me segue! http://anavidadeestilista.blogspot.com/

Ana Caroline disse...

mUITO LEGAL O TEXTO, PARABÉNS PELO BLOG! Me visite sigo todos que me segue! http://anavidadeestilista.blogspot.com/

Tataah disse...

Ótimo textoo =)

Blog Atualizadoo!!! Dá uma passadinha lá, vs vai adoraar!!!
http://echidellanima.blogspot.com/

Pergunte a uma mulher disse...

que vontade de comer esse chocolate!! delícia!ahahah

Gabriel Pozzi disse...

Oi Fernanda!!
Olha, sou a favor de todo o tipo de amor, todo mesmo, o que obviamente inclui o amor imprevisto!
Acredito que as pessoas deveriam se entregar mais a esse tipo... Pelo que li da sua concepção, o amor imprevisto é aquele que dá e não espera nada em troca, mas eu acredito que isso deva fazer parte de toda forma de amor! Mas eu entendo que ele seja visto assim, como imprevisto, pela forma repentina que ele te toma! Acho que o "sorriso" é o mais perfeito dos exemplos para representá-lo...

E por falar de exemplos, uma coisa que achei legal desse seu texto foi a história da Kate! Acho que essas figuras públicas poderiam se espelhar mais nela, e passar mais bons exemplos às pessoas, pq as vezes isso falta no mundo...

bjsss :)
songsweetsong.blogspot.com

Nina Boom disse...

Que lindo seu texto... o amor pode acontecer em todas as formas...